Club de
Passos

Reeducando A Educação

Postado em: 02 de Outubro de 2021 por Interact Club de Passos

Se procurarmos no dicionário o significado da palavra “educação”, uma das respostas obtidas será “aplicação dos métodos próprios para assegurar a formação e o desenvolvimento físico, intelectual e moral de um ser humano; pedagogia, didática, ensino”. Já é uma afirmação clichê dizer que a pandemia mudou a forma como enxergamos o mundo, e a educação, obviamente, inclui-se nisso também. Entretanto, com esse novo cenário, ficou inconcebível confirmar essa definição de desenvolvimento intelectual. Quer dizer que os meios de ensino caíram por terra durante a quarentena? Evidente que não. Contudo, há outra forma de se encarar a situação.
Façamos uma analogia biológica ao corpo humano. Quando se faz exercícios físicos visando trabalhar a hipertrofia de certo músculo, há um processo de inflamação do mesmo, cujas fibras são lesionadas de tal modo que obriga o sistema imunológico a reparar os danos causados, recuperando-o e o tornando mais resistente do que era antes da atividade. Logo, percebe-se a necessidade de um tempo de repouso após a prática, uma vez que é necessário tempo até que o processo de regeneração se complete.
Qual a relação disso com a forma de se ensinar pós covid? Simples; vemos jornais bombardeando notícias negativas todos os dias, confrontamos o medo de um vírus invisível mas letal, à espreita esperando uma chance de dar o ultimato; tivemos nossas vidas limitadas, encarcerados como animais; subvertemos totalmente valores que antes nos pareciam justos. E ainda assim, mesmo com esse cataclismo caindo em nossas cabeças, continuamos sendo cobrados para que tenhamos o mínimo de rendimento escolar aceitável.
Como se espera que um aluno aprenda sobre funções geométricas de forma remota, enquanto sua principal preocupação é não saber se vai ter o que comer, pois sua família ficou desempregada? Como se espera que um aluno aprenda sobre ligações químicas de forma remota, quando sua família mal tem condições para bancar uma ligação suficiente com o servidor de internet? Como se espera que um aluno aprenda sobre vetores de forma remota, quando ele tem que escolher entre manter sua sanidade mental ou esgotar seus últimos vestígios de saúde?
Assim como nosso corpo pede descanso quando quer se recuperar de atividades físicas, nossa mente implora por uma pausa. Ser adolescente é naturalmente ser acelerado. É naturalmente ter 1001 pensamos simultâneos e não saber distinguir quais devem ser mantidos. É olhar para o futuro e sentir arrepios pela incerteza de sucesso. São meses que não voltam mais, de fato, todavia não existem razões para que exploremos o limite saudável de nossas mentes. Estamos à beira de um colapso e não conseguimos nos concentrar em tarefas que, há alguns anos, seriam consideradas simples.
Quando tudo parece obscuro e nefasto, ainda existe uma chance de se agarrar numa esperança singela de luz e tentar apaziguar a turbulência desses tempos avessos. E ah! Como é bom saber que, mesmo com tanta dor e angústia, ainda temos o Interact em nossas vidas, servindo como alento nessa imensidão que parece não ter fim. Eu encontrei minha calmaria no Interact, e tenho certeza que você também pode! Quem sabe, quando toda essa loucura passar, não fazemos um evento, daqueles que todo interactiano conhece bem, e comemoramos que apesar de tudo, sobrevivemos com nossas mentes (quase...) inteiras?

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